Bolsonaro: Reunião ministerial decide as 50 prioridades iniciais da gestão

Pouco mais de uma semana após tomar posse, o presidente Jair Bolsonaro convoca a segunda reunião ministerial de seu governo. Na pauta, estão os passos que serão dados pela equipe nas próximas semanas. Cada ministro presente ao encontro vai apresentar uma série de medidas que podem ser tomadas de imediato. O foco principal é a reforma da Previdência, que envolve o Ministério da Economia e a articulação da Casa Civil com o Congresso Nacional. São esperadas, no entanto, outras pautas econômicas e de segurança pública. Ao fim da reunião, deve ser apresentada uma lista com 50 prioridades a serem seguidas.

O encontro ocorre hoje, desde as 9h, no Palácio do Planalto. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, terá papel importante na reunião. Ele é um dos integrantes da equipe que está com o trabalho mais avançado no sentido de definir as urgências e uma linha de ação que deve ser colocada em prática ainda no primeiro semestre deste ano. A prioridade é enviar ao Congresso um projeto de lei que reforma diversos pontos da legislação penal, principalmente em relação aos crimes hediondos.

Moro também deve apresentar medidas para desestruturar facções criminosas, como as que estão espalhando uma onda de terror pelo Ceará (leia reportagem na página 4). Além da reestruturação do sistema penitenciário nacional, o ministro pretende aportar recursos para elevar a capacidade de investigação das polícias em todo o país. A intervenção da Força Nacional no estado foi, de fato, a primeira medida emergencial realizada pelo novo governo.

Na mira das atividades do Executivo também estão contratos que foram realizados nos últimos 30 dias da gestão do presidente Michel Temer. O pente-fino nos documentos firmados tem como objetivo impedir gastos exorbitantes com projetos que causam pouco impacto na sociedade ou parecem beneficiar grupos específicos. Diversos contratos devem ser cancelados, a exemplo de um, de R$ 44,9 milhões, fechado com a Universidade Federal Fluminense (UFF) para a criação de uma criptomoeda indígena. A instituição de ensino ia atuar, de acordo com o projeto, com o Ministério dos Direitos Humanos, agora conduzido pela ministra Damares Alves.

A reunião também será uma oportunidade para esclarecer pontos em relação a outras medidas econômicas, como a reforma tributária, que é uma das propostas de campanha de Bolsonaro, e decisões que podem ser tomadas para alavancar a economia. Essa discussão é avaliada entre os integrantes do governo como a segunda mais importante, atrás apenas da Previdência. Medidas fiscais fundamentais, como a unificação de impostos e a reavaliação de medidas definidas pelos governos anteriores, estão no campo de visão dos integrantes do Executivo.

fonte: em.com.br

Post Author: Israel Morais

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