Leishmaniose em Parauapebas: Governo tem apenas duas equipes para atender todo o município


Passada uma semana da morte de duas crianças vítimas da doença, Prefeitura segue ‘empurrando o problema com a barriga’. Quase 200 mil pessoas estão em perigo no município



Morar em Parauapebas se tornou um verdadeiro risco. E o problema, por incrível que pareça, vem de um mosquito que mal pode ser visto a olho nu. Segundo a Secretaria de Saúde, 36 casos em seres humanos já foram confirmados só esse ano. Esse número, obviamente, pode ser bem maior, já que muitos diagnósticos são feitos em clínicas particulares e não entram nas estatísticas oficiais do governo.


E para o combate a um dos maiores surtos da doença em toda a história do município, o governo local disponibiliza apenas duas equipes. Os poucos profissionais precisam se desdobrar para atender os vários bairros da zona urbana e os setores da zona rural. Além disso, a população afirma que o número de telefone disponibilizado pelo governo, para denunciar casos de animais suspeitos de ter o mal, funciona, mas a demora das equipes para atender aos chamados é excessiva e a doença, como é de conhecimento geral, não espera pela lentidão do poder executivo para atacar.

O site Pebinha Tudo de Bom mandou ao ar, nesta quinta-feira (24), uma matéria que relatava o problema com os animais. De acordo com a publicação, pessoas, por medo da doença, estão tomando, por conta própria, a decisão de matar os animais, como o caso de um cachorro que foi envenenado graças à ignorância de um cidadão. A reportagem reproduz uma nota divulgada nas redes sociais por uma cidadã parauapebense. “O Governo precisa entender que são necessárias medidas para a prevenção; matar os animais não é tão eficiente, já que pessoas contaminadas também transmitem a doença através da picada de mosquitos.”

O Governo tem investido em medidas paliativas que, até o momento, se mostram ineficientes. O verdadeiro combate parece longe de começar a acontecer e o surto, tão voraz de uma doença tão perigosa, expõe, de maneira grotesca, as entranhas de uma gestão completamente despreparada para lidar com um problema de tal dimensão.

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